The Invisible Republic of Internet

Recentemente, o mundo viu-se confrontado com as revoluções operadas nos países árabes – concretamente na Tunísia e no Egipto – e a discussão sobre o papel dos novos media ganhou contornos mais visíveis. Se, por um lado, a facção céptica desvaloriza o poder mobilizador de ferramentas sociais como Twitter e Facebook, por outro, é estabelecida uma relação causa-efeito entre a crescente utilização de novas tecnologias e as revoluções operadas. A Dr. Rasha A. Abdulla, professora associada de Jornalismo e Comunicação de Massas da Universidade Americana no Cairo, realizou uma sondagem em Tahrir Square que pretende, de uma forma científica, estabelecer essa possível ligação.

A investigação de Rasha Abdulla, que conta com uma década de trabalho, já produziu três livros sobre o tema, entre os quais se conta The Internet in the Arab World, publicado em 2007. Há uns meses, Rasha Abdulla falou sobre esta questão no Personal Democracy Forum.

Ainda sobre a participação cívica nos novos meios de comunicação de massas, vale a pena ler o artigo de Ronda HaubenNetizens in Egypt and the Republic of Tahrir Square.

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2 responses to “The Invisible Republic of Internet”

  1. tendências do imaginário says :

    Muito interessante! No âmbito da associação entre as novas tecnologias de comunicação e a mobilização social em países como o Egipto, intriga-me a eventual relação entre a referidas novas tecnologias de comunicação e a formas de comunicação efectivamente tradicionais, ou seja, familiares e tribais, extremamente eficazes nesses países. O novo e o tradicional tropeçam um no outro ou potenciam-se?

    • comartecultura says :

      Essa é uma questão de difícil resposta, tanto mais que hoje as atenções estão cada vez mais voltadas para o novo, em detrimento do tradicional, o que faz com este último seja relegado ao esquecimento entre as novas e não tão novas gerações. Contudo, parece-me significativo para esta discussão o facto de estarmos a assistir a uma profunda mudança no tradicional “gatekeeping”, o que não deixa de perigar os meios tradicionais de comunicação que, por uma questão de sobrevivência, começam a sofrer alterações de conteúdo. Penso que a discussão deve centrar-se em questões tais como: o que podem oferecer os meios tradicionais que não oferecem os novos?

      Seguindo com atenção os novos media, assiste-se a uma cada vez maior presença dos meios tradicionais nesta nova forma de comunicar. Se tropeçam ou se potenciam, o tempo encarregar-se-á de dar a resposta. Contudo, quer-me parecer que há condições para que se potenciem, desde que a linha editorial não sofra enviesamentos desnecessários.

      Paulo Pinto
      Mestrando

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