Do Lugar para o Mundo


(Imagem retirada daqui)

Ainda a propósito da comunicação levada a cabo por Carlos Martins – Director Executivo da Capital Europeia da Cultura Guimarães 2012 – e, sabendo que hoje decorrerá a Apresentação do Programa Cultural da mesma, ficou uma ideia a pairar no ar: a possibilidade que temos de, aqui e agora, nos reencontrarmos, enquanto Cultura ou enquanto Identidade, se quisermos.

Tempo. Espaço. Lugar. Memória. Experiência.

Carlos Martins deixou clara a ideia de que o Projecto parte de Guimarães, parte do Lugar, não porque estamos de alguma forma limitados e temos de partir daqui, mas antes porque Aqui, estamos nós, é daqui que temos de partir – do nosso Lugar, para o Mundo.

A nossa relação com o espaço e o tempo tem sofrido transformações significativas, acompanhando o ritmo acelerado do desenvolvimento das tecnologias de informação, a diversidade de estímulos visuais, o surgir de novos padrões de consumo e de mobilidade, entre outros, gerados pelos sistemas globais. Estes acontecimentos tendem a condicionar, de modos específicos, a experiência pessoal, directa, com o mundo à nossa volta e os Lugares, funcionam como pontos de referência a partir dos quais nos podemos posicionar e estruturar.

Espaço e Lugar diferem.

Um Lugar emerge do espaço pela sua vivência e memória inscrita; destaca-se no Espaço enquanto superfície pela incidência da marca humana através do tempo. O lugar, aquele Lugar, pode permanecer imaterial na memória. Assim, os Lugares adquirem certa mobilidade “viajando” com as pessoas que os viveram.

Guimarães-Lugar “viajará”  com as pessoas que o viveram, que o experienciaram.

Notas:
Vários autores abordam o Lugar. Destacarei apenas um (sem prejuízo de outros): Relph, Edward, Place and Placelessness (1976).

(Heidi Martins)

One response to “Do Lugar para o Mundo”

  1. Marta Traquino says :

    Na sequência do comentário que deixei há pouco no seu ‘post’ de 24 de Dezembro de 2011, reparo agora neste de data anterior onde afinal já a mesma situação da utilização de citações do meu livro sem referência à fonte acontece, aqui de modo mais grave ainda. De facto, grande parte deste ‘post’ é constituído por um exercício de colagem de várias frases que constam nas páginas 19 e 57 do livro “A construção do Lugar pela arte contemporânea” (Edições Húmus, 2010), sem que qualquer referência seja feita. Marta Traquino.

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