25 de Abril de 1974 e as Musicas da revolução

Tendo em conta a data em que nos encontramos, escolhi como tema deste trabalho o 25 de Abril, mais propriamente a parte musical que de certa forma acompanhou esta revolução. Escolhi como arte a musica, neste caso especifico as musicas que acompanharam a revolução, assim como algumas músicas que acompanharam e fizeram parte da luta contra o fascismo que se viveu em Portugal até à revolução de 25 de Abril de 1974.

Desta forma o trabalho irá centrar-se em trono de algumas músicas revolucionárias, aquilo que elas simbolizavam, tentando mostrar como uma forma de arte pretende passar uma mensagem ou seu recetor e criar assim uma forma de resistência e luta. Vou também abordar as transformações rítmicas que algumas destas músicas sofreram de modo a serem adaptadas aos tempos modernos, não sendo alterado de nenhum modo a mensagem que pretendem passar.

Considero a nível pessoal a musica como um tipo de arte único e fantástico, fazendo parte da minha vida quotidiana, e por esse motivo foi o tipo de arte escolhido por mim para elaborar este trabalho.

O autor musical escolhido por mim foi, José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos, mais conhecido como Zeca Afonso. Nasceu a 2 de Agosto de 1929 na freguesia da Gloria em Aveiro. Iniciou o seu contacto músicas através da Tuna Académica de Coimbra, onde demonstrava um grande talento musical.

Gravou o seu primeiro disco em 1958 no qual foi influenciado pelas correntes de mudança que se faziam sentir naquela altura pelos lados de Coimbra. A partir de 1967 torna-se definitivamente um símbolo da resistência democrática, mantem contactos com a Liga Unitária de Ação Revolucionaria e com o Partido Comunista Português, ainda que se tenha mantido independente de partidos chegou a ser preso pela PIDE.

Zeca Afonso tem varias musicas de conhecimento geral que faziam uma forte critica ao regime ditatorial que se vivia em Portugal na altura, muitas dessas musicas foram censuradas e outras ate totalmente proibidas de serem passadas na radio. Músicas da sua autoria como “Grândola, Vila Morena”, uma das músicas mais conhecidas, pois foi uma das escolhidas pelo Movimento das Forças Armadas para ser a segunda senha da revolução dos cravos, mas também outras musicas como “Venham mais Cinco” e “O que faz Falta”, são também músicas de Zeca Afonso de forte crítica ao regime.

Em 2010 deu-se início ao projeto “Zeca Sempre”, este projeto é um tributo a José Afonso, que junta as vozes (e raízes) de Nuno Guerreiro, Olavo Bilac, Tozé Santos e os novos arranjos do produtor musical Vítor Silva, no registo atual “O que faz falta”.

Este projeto teve como objetivo utilizar a música de Zeca Afonso “O que faz falta” e dar-lhe um toque mais atual, mudando o ritmo da música mas sem alterar a letra e a mensagem da música, deste modo torna a musica mais apelativa aos jovens, passando a mensagem e os ideias de Abril, numa versão mais “rock”, que na minha modesta opinião foi um trabalho e uma reconstrução muito bem conseguida.

Deste modo pretendo mostrar neste trabalho, que uma obra de arte, neste caso uma música, pode ser alterada ou reconstruida mantendo sempre o seu objetivo original, neste caso particular a mensagem que pretende passar mantem-se inalterada assim como a letra da música embora o ritmo musica tenha sido reconstruido. 

Pedro Vieira PG20949

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