Para sempre Cinderelas

A versão mais conhecida deste conto tão popular remonta a 1697 e foi escrita por Charles Perrault.

A história fala-nos de uma jovem que depois de perder os pais é obrigada a viver com a madrasta e as suas duas filhas. Para ficar a viver naquela casa Cinderela é obrigada a trabalhar para a madrasta tendo de servi-la e atender a todos os seus desejos tornando-se, assim, sua escrava. No dia do baile do reino a Gata Borralheira – como também é conhecida – é proibida de ir sendo obrigada a ficar em casa a trabalhar. Nesta noite aparece a sua fada madrinha que a transforma numa linda princesa. A sua fada apenas a avisa que o feitiço só durará até à meia-noite e portanto, Cinderela terá de regressar antes ou descobrirão o seu segredo.

Quando ao baile, devido a toda a sua beleza, ninguém a reconhece. Cinderela dança com o príncipe e, chegada a meia-noite, foge do castelo para que o príncipe não a veja como ela realmente é, pobre e de roupas sujas e rotas. Ao fugir Cinderela deixa para trás um sapatinho de cristal.

Para encontrar a sua amada o príncipe pede a todas as raparigas do reino que experimentem o sapato e, quando encontra Cinderela, contra tudo e contra todos que desaprovavam a união, casa-se com ela e vivem o sonho sendo felizes para sempre.

Esta história da Cinderela é, por si só, intemporal. A mistura de classes, a rapariga pobre e sofredora e o homem rico que se apaixonam e, frente a todos os obstáculos, vivem felizes para sempre continua, ainda na atualidade, a ser um sonho que se acredita poder tornar-se realidade.

Existe um filme, de 1990, dirigido por Garry Marshall e escrito por J.F. Lawton que não deixa de ser uma versão da Cinderela. Falo do filme Pretty Woman.

O filme conta a história de uma atraente prostituta que conhece por acaso um homem milionário, que a contrata por uma semana e que acaba por se apaixonar por ela. No tempo em que a rapariga é contratada pelo milionário transforma-se numa mulher elegante, para acompanhá-lo em compromissos sociais. No entanto, os dois começam a envolver-se mais profundamente, nascendo uma grande e divertida amizade, além de um carinho imenso, e assim, a relação cliente / prostituta modifica-se para um relacionamento sério. Dada a paixão terão que enfrentar tudo e todos para poderem viver esse grande amor, que é cercado de muitos preconceitos da sociedade.

A base das duas histórias é a mesma. A rapariga pobre e o homem milionário, a paixão que os une, os obstáculos da sociedade e o final feliz são comuns nas duas histórias. No final as duas raparigas transformam-se: a gata borralheira em Cinderela e a prostituta numa mulher elegante e respeitada na sociedade. E tudo graças ao amor incondicional do príncipe encantado das suas vidas.

São várias as versões da história da Cinderela, umas relacionadas com os reinos, os príncipes e as princesas, e outras mais atuais. O que têm em comum? O preconceito da sociedade e o tão esperado final feliz.

Dois séculos separam as duas versões e, no entanto, o amor continua a vencer todos os obstáculos impostos pela sociedade que, apesar de tudo, continua presa a preconceitos.

Se o amor é a chave então, ao que parece seremos, para sempre, Cinderelas. Resta saber se todas recebem a boa sentença de um: e viveram felizes para sempre!

Joana Silva, PG20954

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