Arte e Literatura

 «A literatura, que é a arte casada com o pensamento e a realização sem a mácula da realidade, parece-me ser o fim para que deveria tender todo o esforço humano, se fosse verdadeiramente humano, e não uma superfluidade do animal.» Fernando Pessoa, in Livro do Desassossego

A arte é um singular e complexo fenómeno social que compreende variadas formas de expressão artísticas: literatura, pintura, musica, escultura, teatro, cinematografia, etc., que deve revelar uma força moral e uma verdadeira ideologia, despertar a consciência coletiva, fazer do trabalhador um herói, posto que deve ter um caráter construtivo. A arte caracteriza-se pela singularidade do seu objecto e modo de refletir a realidade.

Para que serve este bem imaterial que é a literatura? A literatura, contribuindo para formar a língua, cria identidade e comunidade.

Através do labor de criação de artistas e escritores revolucionários, a matéria-prima da arte e literatura que existe na vida do povo, transforma-se em arte e literatura de forma ideológica, ao serviço das massas do povo.

 “As obras literárias convidam-nos à liberdade de interpretação porque nos propõem um discurso a partir dos inúmeros planos de leitura e nos colocam perante as ambiguidades da linguagem e da vida.” (Umberto Eco, 2002)

 Os Críticos Literários elogiam os escritores portugueses e afirmam que muitos escritores atuais portugueses têm surpreendido com livros vigorosos, inventivos e incomuns.

 Luís Costa Lima, do Rio de Janeiro, ressalta qualidades em dos autores que já avaliou, além de Lobo Antunes, o múltiplo e cerebral Gonçalo M. Tavares, o “futuro Nobel daqui a 25 anos”, como previu Saramago. A máquina de fazer pensar de Gonçalo é um assombro não apenas estético como também produtivo, com mais de trinta livros publicados em 1 década.

O Português Contemporâneo, Gonçalo M. Tavares, que é uma figura literária de destaque internacional. nasceu em Luando em 1970 e surpreendeu os seus leitores com a variedade de livros que tem publicado desde 2001.gon1

Foi galardoado com, uma impressionante quantidade de prémios literários, entre outros, o Prémio Portugal Telecom (2007), o Prémio José Saramago (2005), o Prémio LER/Millennium BCP (2004), e o Prémio do Melhor Livro Estrangeiro publicado em França (2010), com o romance Aprender a Rezar na Era da Técnica.

Em Portugal recebeu vários prémios entre os quais o Prémio LER/Millennium BCP 2004, com o romance – “Jerusalém” (Caminho).

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Prémio Saramago 2005, para jovens escritores com menos de 35 anos. Onde Saramago comentou que Jerusalém é um grande livro.

“Jerusalém é um grande livro, e realmente merece um lugar entre as grandes obras da literatura ocidental. Gonçalo M. Tavares não tem o direito de escrever tão bem com a idade de 35. Sente-se como socá-lo!” José Saramago

Grande Prémio de Conto da Associação Portuguesa de Escritores “Camilo Castelo Branco” com “água, cão, cavalo, cabeça” 2007(Caminho).

Prémio Branquinho da Fonseca/Fundação Calouste Gulbenkain com “O Senhor Valéry”.

Prémio Revelação APE com “Investigações. Novalis” com “Uma Viagem à Índia”.gon3

Para a revista Lire, Uma viagem à Índia,“misturando poesia, filosofia, harmonia, é um daqueles livros que nos deixa, ao terminar a leitura, cheios de uma felicidade que não sentíamos ao entrar nele.”

 Internacionalmente recebeu vários prémios entre os quais o Prémio Portugal Telecom 2007 (Brasil), Prémio Internazionale Trieste 2008 (Itália), Prémio Belgrado Poesia 2009 (Sérvia), Prix Du Melleur Livre étranger 2010 (França), Grand Prix Littéraire du Web – Culture 2010 (França), Finalista do Prix Femina (2010, França), Finalista do Prix Médicis (2010, França), (com “Aprender a Rezar na Era da Técnica”), Prix Littéraire Européens 2011, “Étudiants Francophones” (França), com “O Senhor Kraus e a Política”), Premiado no Portugal Telecom (Brasil, 2011), por “Uma viagem à Índia”, com “Jerusalém”, Nomeado para o Prix Cévennes 2009, Prémio para o melhor romance europeu (França) com “Jerusalém”.

 Le Monde des Livres, “afirma que o livro Uma viagem à Índia é “a grande epopeia dos nossos tempos” e “se impõe como uma das obras mais marcantes da literatura europeia recente”, um romance que relata “peripécias rocambolescas com o mesmo ritmo dos primeiros álbuns de Tintim e cujo conteúdo intelectual é tão denso como as Investigações Filosóficas de Ludwig Wittgenstein:”

Para o Magazine Littéraire, Uma viagem à Índia “é um grande livro. Sem dúvida, o mais ambicioso projecto da rentreé literária, tão rigorosamente insensato como perfeitamente realizado. O género de livro que se guarda mal terminada a leitura para nela mergulhar de novo com um prazer sensual ininterrupto.”

Gonçalo M. Tavares, entre os 25 nomeados para o Prémio de Melhor Livro Traduzido nos Estados Unidos na categoria de ficção, com a obra A Máquina de Joseph Walser .

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O Prémio de Melhor Livro Traduzido nos Estados Unidos é atribuído anualmente ao melhor livro traduzido para inglês e publicado nos Estados Unidos, tendo habitualmente em conta a qualidade da obra e da tradução.

A Three Percent destaca que o galardão é “uma oportunidade para honrar e distinguir tradutores, editores e outros agentes literários que ajudam a disponibilizar literatura de outras culturas aos leitores americanos”.

Gonçalo M. Tavares também está nomeado para o International IMPAC Dublin Literary Award 2013, pelo livro Aprender a Rezar na Era da Técnica.

Em pouco mais de uma década, Tavares estabeleceu voz em círculos portugueses e europeus contemporâneos, publicando mais de 30 livros em várias línguas que vão desde a poesia, romances, contos e peças de teatro e inclassificável ​​”trabalhos de investigação”, como o primeiro livro do autor: Livro da Dança (2001).

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Livro entre a poesia e o ensaio centrado exclusivamente na dança, nos seus movimentos, nas suas paragens, no que é visível e no que é invisível.

Os livros de Gonçalo M. Tavares – com traduções em 45 países – deram origem a peças de teatro, de ópera, objectos artísticos e vídeos de arte.

As imagens artísticas da vida encontram sempre a sua encarnação material nas obras de arte: livros, quadros, estátua, peças musicais, representações teatrais, etc. É através dessas obras que as ideias ou a intenção do artista se tornam acessíveis à percepção de outros homens e capazes de influir sobre eles. Daí que a arte seja não só o elevado reflexo da realidade mas também a materialização desse reflexo.

Bibliografia:

ECO, Umberto. Sobre Literatura. Algés, Difel, 2002.

GORKI, Máxima; ZDANOV, A. A. Literatura, filosofia e realismo. Trad. Serafim Ferreira, Lisboa, Torres e Abreu, s.d.

http://goncalomtavares.blogspot.pt/

http://www.publico.pt/cultura/noticia/goncalo-m-tavares

 
Maria do Céu Rocha
PG 23479

 

 

 

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