Música e imagem: uma combinação quase perfeita

A nossa vida é repleta de música e imagens. Em cada momento da vida sabemos que tipo de música escolheríamos, que se enquadraria perfeitamente em cada momento vivido. Esta acompanha-nos em tudo, uma espécie de terapia grátis ou até mesmo um amigo imaginário.

Uma razão pela qual temos em nós a música, dessa forma tão entranhada, é devido aos filmes, anúncios publicitários, etc. Somos “atacados”, por assim dizer, todos os dias por esses factores. Infiltram-se no dia-a-dia de uma forma subtil e incontrolável.

A inserção de um toque musical é feita com um objectivo: prender o espectador. Se visionarmos um filme ou um anúncio publicitário sem música, torna o momento muito mais parado, mais sério, deixando o espectador num estado mais inseguro, mais stressante. Obviamente que se o objectivo é esse, tal como em filmes de terror, anúncios rodoviários, apelos sérios, desaparecimentos, associações contra violências, etc., será nesse caso o melhor, pois o facto de não haver música, retira qualquer oportunidade ao espectador de encontrar algum divertimento, alguma forma de descontrair e esse, só poderá levar o anúncio/filme de forma séria.

Pelo contrário, se o objectivo for impor alguma jovialidade ou alegria de viver, é de facto importante que a música seja alegre, mexida, que dê vontade ao espectador de comprar o produto ou de visitar o sítio (se o anúncio for sobre alguma viagem), como se fosse a melhor coisa que tivesse visto.

Não podemos negar que a combinação imagem-música, é uma combinação quase perfeita. Obviamente que cada imagem ou cada música tem o seu mérito próprio, mas se virmos um vídeo ou uma animação (por exemplo) e que esse não seja acompanhado por uma melodia, torna a coisa muito mais crua. A beleza das imagens está lá, mas a música é sempre um mais.

A música ajuda-nos, até, a interpretar o que nos é apresentado. É como um acompanhante, que nos indica onde ter medo, onde sorrir, onde ficar perplexo, etc. Indica-nos o que sentir a cada imagem que passa.

Neste anúncio da “pro infirmis” https://www.youtube.com/watch?v=kpb4l7IjKPY, defende-se o facto de sermos todos iguais nas nossas diferenças, mas que acima de tudo, a perfeição não existe. Pretende sensibilizar as pessoas e apelar sobre uma realidade actual. A música ajuda bastante, trazendo os nossos sentimentos mais a “flor da pele”! Desperta, por assim dizer, a situação. O momento em que as pessoas começam a abraçar a mascote é o exacto momento onde a música muda e sabemos, com a sua ajuda, que vai ser um vídeo reflectivo e emotivo. Demonstra que, na sociedade de hoje em dia, uma pessoa que apresente alguma diferença (quer seja física, motora ou psicológica), precise de se mascarar para que as pessoas se aproximem dela sem preconceito. A música ajuda a passar, de forma mais leve, uma mensagem pesada.

No seguinte exemplo, https://www.youtube.com/watch?v=NB3gkTrEnF0 , é-nos apresentado uma parte do filme de animação da Disney, “Bambi” que retracta a morte da mãe do Bambi. Por mais que a animação seja por ela mesma, forte, a música é sem dúvida o que acelera a queda das lágrimas, como foi, por exemplo, o meu caso (ainda hoje, muitos anos mais tarde e muito mais experiência de vida, o que me poderia ter feito ganhar algumas barreiras sensitivas, continua a mexer comigo). Quando a música se apresenta mais “parada” estamos nós próprios tranquilos, “não vai acontecer nada, está tudo bem” mas quando essa “acelera” depois de um curto silêncio, o nosso coração acelera e acompanha a desesperada fuga daquela mãe a tentar salvar o seu filho. Vivemos esse momento como se fôssemos nós a fugir desse caçador. A confusão do Bambi, à procura de sua mãe, pensando que estava tudo bem e que estariam os dois salvos, faz com que nós próprios, espectadores, estejamos à procura e pensamos “oh… será que…?” e isso é resultado da música e da animação, a junção desses dois factores, deixam-nos nesse estado, cortando-nos do mundo, esquecendo que isso é somente um filme da Disney.

E isso, é o poder da música em cooperação com a imagem.

 

Noëmie Geraldine Santos

PG25862

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